Vendas nos supermercados terão crescimento de até 7% em 2009

01/04/2009

 

Além das vendas, empresas precisam investir na eficiência operacional para manter a competitividade


Se as previsões se concretizarem e o PIB apresentar aumento de 2% em 2009, o faturamento dos supermercados poderá chegar a 7% (descontada a inflação), um dos maiores da economia no ano. E mesmo em caso de cenário pessimista, com PIB sofrendo regressão de -1%, as vendas do setor ainda podem bater a casa dos 3%. A previsão é do ex-ministro da Fazenda, Antonio Delfim Netto, apresentada em uma palestra especial promovida pela Gateway Security (www.gateway-security.com.br) e a APAS - Associação Paulista de Supermercados para empresários e dirigentes varejistas.

Na sua avaliação, um dos principais fatores que sustentarão este crescimento é a imagem altamente positiva que os consumidores fazem do segmento. “No que se refere à confiança dos clientes, os supermercados brasileiros encontram-se em posição privilegiada em relação à Rússia, Índia e China, tanto quantitativa quanto qualitativamente”, considera.

O varejo, entretanto, não pode se iludir com as perspectivas otimistas. As margens de lucro continuarão baixas e tendem a cair ainda mais devido ao aumento da concorrência, que vai pressionar a queda de preços. “A saída para o setor será investir na eficiência operacional e, principalmente, na prevenção de perdas, responsável por prejuízos de R$ 322 milhões no auto-serviço em 2008”, alerta o diretor da Gateway Security, Luiz Fernando Sambugaro.

Na opinião de João Sanvozo Neto, presidente da APAS, o empenho do setor de supermercados ao longo da sua história no Brasil é que faz a diferença. “O varejo brasileiro se destaca pela eficiência, geração de empregos e contribuição à economia do País, afirma. “Neste momento de apreensão sobre os rumos da economia, a palestra do professor Delfim Netto tranqüilizou nosso setor, pois reforçou as perspectivas de crescimento.”

De acordo com estudos do Programa de Administração do Varejo (Provar), o índice de perdas nos supermercados chegou a 2,15%, ultrapassando inclusive margem de lucro histórica do setor, que varia de 1,5% a 2%. “Neste momento de crise, mais do que nunca combater as perdas irá representar a diferença entre o lucro e o prejuízo para o varejo”, afirma Sambugaro.

fonte: Empreendedor