20/03/2009
Em palestra realizada na APAS, em parceria com a Gateway Security, o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto apresentou previsão de crescimento entre 3% e 7% para o segmento.
Se as previsões se concretizarem e o PIB apresentar aumento de 2% em 2009, o faturamento dos supermercados poderá chegar a 7% (descontada a inflação). A previsão é do ex-ministro da Fazenda, Antonio Delfim Netto, apresentada em uma palestra promovida pela Gateway Security e Associação Paulista de Supermercados (APAS) para empresários e dirigentes varejistas
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Na sua avaliação, um dos principais fatores que sustentarão este crescimento é a imagem altamente positiva que os consumidores fazem do segmento. “No que se refere à confiança dos clientes, os supermercados brasileiros encontram-se em posição privilegiada em relação à Rússia, Índia e China, tanto quantitativa quanto qualitativamente”, considera Delfim Netto.
O varejo, entretanto, não pode se iludir com as perspectivas otimistas. As margens de lucro continuarão baixas e tendem a cair ainda mais devido ao aumento da concorrência, que vai pressionar a queda de preços. “A saída para o setor será investir na eficiência operacional e, principalmente, na prevenção de perdas, responsável por prejuízos de R$ 322 milhões no auto-serviço em 2008”, alerta o diretor da Gateway Security, Luiz Fernando Sambugaro.
Na opinião de João Sanvozo Neto, presidente da APAS, o empenho do setor de supermercados ao longo da sua história no Brasil é que faz a diferença. “O varejo brasileiro se destaca pela eficiência, geração de empregos e contribuição à economia do País, afirma. “Neste momento de apreensão sobre os rumos da economia, a palestra do professor Delfim Netto tranqüilizou nosso setor, pois reforçou as perspectivas de crescimento.”
De acordo com estudos do Programa de Administração do Varejo (Provar), o índice de perdas nos supermercados chegou a 2,15%, ultrapassando inclusive margem de lucro histórica do setor, que varia de 1,5% a 2%. “Neste momento de crise, mais do que nunca combater as perdas irá representar a diferença entre o lucro e o prejuízo para o varejo”, finaliza Sambugaro.
fonte: Consumidor Moderno
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