Furtos geram 39,4% dos prejuízos para supermercados

Para reduzir ou mesmo eliminar essas ocorrências é imprescindível que as empresas invistam em segurança.

Muitos empresários só descobrem que estão sujeitos a perdas quando leem os números do balanço de vendas e descobrem resultados menores do que os projetados para o período. Por que isso acontece? Porque eles adotam ações reativas ao invés de preventivas.

 

O resultado da 8ª Pesquisa de Prevenção de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pela Nielsen em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Fundação Instituto de Administração (FIA) apontou que apenas os furtos internos e externos representaram 39,4% dos prejuízos para o segmento. Para reduzir ou mesmo eliminar essas ocorrências e outras tantas que podem comprometer o faturamento das organizações, é imprescindível investir em segurança, algo que ainda é relegado a segundo plano por muitos gestores.

 

De acordo com o diretor de marketing da Gateway Security, empresa especializada em soluções para proteção eletrônica de mercadorias no varejo, Luiz Fernando Sambugaro, a tecnologia é, hoje, uma grande aliada dos gestores e realmente inibe a ação de ladrões. "Em tempos de crise, o varejista deve ficar mais atento pois se a margem de lucro já é pequena, as perdas podem gerar um grande estrago na contabilidade final", destacou. Entre os equipamentos desenvolvidos pela companhia estão antenas instaladas nas portas de acesso, circuito interno de TV e etiquetas especiais, todos com design apropriado para o setor que vai utilizar as ferramentas.

 

A aglomeração de pessoas nas lojas, sobretudo na temporada do Natal, facilita as ocorrências de furtos internos e também externos, na proporção de 50% para cada. Evitar esses casos demanda gestão, algo bem diferente de transformar a loja em um quartel, ocupado por "soldados". "O vendedor deve estar focado na necessidade do cliente", recomendou. O cuidado com a segurança começa com um sistema de logística bem articulado, a partir do controle efetivo do recebimento dos produtos, passando pela etiquetagem correta até a sua exposição nas araras ou gôndolas.

 

Benefício - Com essas ferramentas de gestão, é possível reduzir ou até mesmo eliminar as possibilidades de furtos internos. "Muitas vezes, os funcionários ou mesmo o sócio colocam a culpa das ocorrências nos consumidores porque não há como comprovar, de fato, como a mercadoria desapareceu", exemplificou. Treinamento da equipe interna é parte do projeto de segurança da loja e a abordagem, quando necessária, deve seguir regras bem claras, para evitar problemas para a empresa.

 

Quando a ação da empresa é preventiva, tem como foco impedir a entrada do ladrão. Essa é a função dos equipamentos de segurança. Segundo Sambugaro, câmeras são eficientes para impedir essas ocorrências, bem como as antenas, nas portas de acesso, evitam a saída de produtos que não foram pagos. "A pessoa que pretende realizar um furto vai para outra loja, onde não se sinta tão ameaçado", afirmou. Para que o trabalho seja efetivo, é importante manter o equipamento funcionando durante todo o horário de funcionamento e não apenas nos momentos de pico.

 

O preço dos equipamentos de segurança é compatível com o porte e o movimento do negócio, como garante o executivo. "Na verdade, o custo é relativo porque é sempre mais vantajoso que a perda", apontou. (LS)

fonte: Diário do comércio

 

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