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Falta pouco mais de uma semana para o Natal e o brasileiro, para não perder o hábito, esperou o 13º para ir às compras. O comércio já está comemorando. O fim de semana foi de muito movimento. Algumas lojas têm até uma engenhoca para controlar a entrada de clientes. A máquina serviu mais para medir o tamanho da confusão.
Quem passou perto de um shopping no fim de semana, mesmo sem a intenção de fazer compras, sofreu as conseqüências. Em pleno domingo, havia congestionamentos em vários pontos da capital paulista.
No comércio mais popular de São Paulo, carro não tem vez: desaparece na multidão. Quem traz a família carrega mais do que sacolas. Tem gente que acaba no chão.
“O pessoal deixa para fazer as compra quando está com dinheiro no bolso. Caso contrário, não tem como fazer compras”, diz o vendedor Almir Oliveira Perles.
“Trabalhei a semana inteira, sou professora, e foi o único momento que eu tive para vir”, justifica a professora Cristina Adriana.
No fim de semana, tempo tinha de sobra. O que faltava era espaço. Mas o empurra-empurra e as lojas lotadas não tiraram o humor de quem estava disposto a comprar. “Compramos, já levamos para o carro e já voltamos para comprar mais. Nem senti a hora passar”, atesta a empresária Ilda de Souza.
Corredores apertados, filas nos caixas. Entra-e-sai nas lojas. Os shoppings também estavam tumultuados.
A dificuldade para chegar às lojas na reta final de Natal começa na entrada dos shoppings. Por causa do movimento maior, encontrar uma vaga nos estacionamentos virou um tormento.
Pelas cancelas de um shopping passavam 30 carros por minuto. Funcionários tentavam organizar as filas.
“Uma loucura, uma loucura. Está dando vontade de ir para casa, só por um neto mesmo que a gente fica”, reclama a estilista Mônica Moura.
Se depender das previsões de crescimento, fazer compras até o Natal deve ficar ainda mais complicado.
“O varejo brasileiro, nesse ano, deve ter um crescimento que vai se situar entre 9% e 10% em relação ao faturamento do ano anterior. Sem dúvida, será o melhor Natal da década”, prevê o consultor de varejo Marcos Gouvêa de Souza.
Aparelhos confirmam a boa fase do comércio. Toda vez que alguém passa por ele, para entrar em uma loja, um sensor capta o movimento e a pessoa vira um número. Eles não páram um segundo.
“Utilizamos os sensores para controlar o fluxo e o trânsito das pessoas na loja. Se você tem um fluxo menor, pode tentar uma ação para trazer mais gente, ver o efeito, o resultado disso, ou o contrário, quando você tem muita gente, aproveitar o fluxo para fazer uma oferta mais forte”, aponta o gerente Eduardo Nardes.
O consumidor parece ter correspondido ao investimento.
“A gente veio passear, entrou, gostou de umas coisas e acabou levando. Não era previsto”, garante o estudante Júlia Lima.
Foram criados 40 mil postos de trabalho no comércio de São Paulo para atender a demanda do Natal. O número é quase 50% superior ao do ano passado. Algumas lojas ainda procuram funcionários. A boa notícia é que 30% destes temporários devem ser contratados.
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