GATEWAY na mídia |
NAS ONDAS DO RÁDIO
UMA NOVA TECNOLOGIA PODE REVOLUCIONAR O VAREJO NO MUNDO E GERAR INVESTIMENTOS DE US$ 1 TRILHÃO |
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É sempre assim: boa parte das tecnologias incorporadas ao nosso dia-a-dia foram desenvolvidas inicialmente para uso militar: internet, GPS, telefone celular, por exemplo. Agora, prepare-se para incluir uma outra novidade nessa lista, o RFID (sigla que, em português significa Identificação por Radiofreqüência). A tecnologia nasceu, para uso em caças militares, com o objetivo de distinguir aviões inimigos de aeronaves aliadas. Mas, num futuro não muito distante, será encontrada em qualquer supermercado e permitirá que os varejistas tenham um controle quase absoluto de tudo que existe em suas gôndolas.
Através de sinais de rádio, o RFID cria uma espécie de carteira de identidade de cada item de uma loja - nela estão armazenadas
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todas as informações referentes a ele: peso, preço, data de validade, histórico, etc. Mais: no momento em que o consumidor retira o produto da gôndola e o coloca no carrinho, automaticamente o valor é incluído na conta. Ao chegar no caixa é só pagar: o RFID também alerta o estoque sobre a saída daquela mercadoria.
Segundo o Instituto Gartner, os investimentos nessa tecnologia no mundo chegaram a US$ 500 milhões em 2006 e saltarão para US$ 1 trilhão em 2010. “A expansão do consumo está deixando o comércio próximo do colapso de gestão. O RFID ajudará no desafogo”, diz Regiane Romano, professora da PUC de Campinas (SP). Quem já embarcou na onda foi a Coop, rede de supermercados com forte presença no ABC paulista. A empresa quer “tapar dois ralos”, por onde escoam milhões de reais. Um é o estoque. Em épocas de alto comsumo, como o Natal e Ano N, é comuma falta de produtos nas prateleiras. “É difícil projetar o estoque correto”, afirma Francisco Ráo, diretor de tecnologia da Coop. “As vendas poderiam ser 50% maiores se não tivéssemos desabastecimento. O RFID auxilia na montagem de um estoque mais justo aos níveis de consumo”. Outro benefício é a prevenção contra roubos, mal que atinge todo o setor. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Nos últimos dois anos as redes perderam R$ 5 bilhões com os gatunos. O RFID alerta para a saída de um produto da loja sem pagamento.
O que ainda emperra a expansão da tecnologia é o custo. Uma etiqueta inteligente, que deve ser estampada em cada item da loja, custa US$ 1. Multiplique esse valor pelos milhões de itens em um supermercado e o investimento torna-se proibitivo. “As margens estreitas do varejo não permitem investimento em massa no RFID”, diz a professora Regiane. Por isso, o Pã de Açúcar utiliza a tecnologia apenas no setor de vinhos de sua loja no Shopping Iguatemi, templo de luxo de São Paulo. Segundo uma empresa especializada na implantação da RFID, a GATEWAY, um kit do sistema para um pequeno setor da loja, sai por US$ 5 mil. A empresa, controlada pelo grupo alemão Gunnebo AB, conta parte de seus planos no Brasil. “Implantaremos o RFID no começo de 2008 em duas grandes redes do varejo brasileiro” diz Luiz Fernando Sambugaro, diretor da GATEWAY. Pode ser o início de uma revolução.
Como funciona o RFID
1) Controle:
um chip armazena as informações de cada item de uma loja
2) Etiqueta Inteligente:
uma etiqueta eletrônica lê as informações armazenadas no chip
3) Sinal:
a antena recebe as informações da etiqueta e as transfere para o caixa e o estoque
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